Entrevista com Alexandre Romeiro
Palhaço Romão
1. Quem é Alexandre Romeiro?
Arte educador, ator, palhaço, diretor, produtor, um homem que acredita na potencialidade do ser humano!
2. Qual a sua formação?
Pós-graduação: cursando 2º semestre de Gestão Estratégica do Terceiro Setor na FMU,
Graduação: Educação Artística com Habilitação em Artes Cênica na FAMOSP 1998,
Técnico de ator: Teatro Escola Macunaíma 1994.
Cursos extras curriculares. (cursando) Modos de teatro contemporâneo com Silvana Garcia, elaboração de projetos sociais e culturais pela Gaia Brasil, 2010.
Palhaço: Patch Adams 2009, Bete Dorgam 2005 e 2007, Cristiane Paoli Quito 2004, Gabriela Argento de 1999 a 2000, Marcio Ballas 1999, Silvia de Assis 1998, comédia Dell’arte com Paco, 2001, bufão com Daniela Biancardi e Luciana Viacava, 2002, mímica com Eduardo Coutinho, 2003, sapateado com Rhena de Faria, 2003 e percussão corporal com Marco Muniz, 2005.
3. Desde quando trabalha com o palhaço? Como foi essa descoberta?
Comecei a trabalhar como palhaço em animação de festas em 1994. Iniciei a pesquisa da linguagem do palhaço em 1999, quando fui convidado a participar do projeto Doutores do Riso, onde atuo até hoje.
A descoberta do palhaço foi a coisa mais incrível que aconteceu na minha vida, a partir da linguagem aprendi a me valorizar e respeitar mais o ser humano.
4. Quem é Romão?
“O bonitão”, como diz sua mãe. Um sujeito meio atrapalhado, animado, que vive o dia da melhor maneira possível. Seu passeio predileto é pelos hospitais, onde tem a oportunidade de mudar situações, olhares e estados de espírito. Seu lema é: divirta-se sempre!
5. Como você vê os palhaços nos dias de hoje?
Vejo dividido em várias tribos, uma pluralidade de estilos, diferentes olhares e maneiras de ser, cada um como ser único e inigualável.
6. Qual o público preferido para o Romão?
Tudo que respira!
7. Alexandre e Romão se confundem?
Sempre, Romão é o Alexandre potencializado.
8. O que você acha do palhaço na sociedade?
Historicamente a figura do palhaço sempre teve importância social em todas suas tipificações. Podemos destacar os bobos da corte que criticava os desmandos imperiais, os bufões italianos que contestavam a sociedade, Chaplin contestando Hitler no filme O grande ditador, Leo Bassi e sua bufonaria contemporânea contestando os Estados Unidos e a Coca Cola, enfim, enquanto existir o palhaço, sempre haverá questionamentos.
9. Se você pudesse mudar algo do mundo com o seu palhaço, o que e como faria?
Mudaria o olhar e o modo de pensar do ser humano, Tento fazer isso nos meus cursos.
10. Dicas importantes para quem quer começar o que fazer?
É importante ressaltar que palhaço é uma linguagem e não tem receita para achá-lo. Minha dica é procurar um curso de palhaço para desenvolver as técnicas, ler bastante para nutrir o palhaço de informações e conhecimentos e a partir daí praticar muito.
Alexandre Romeiro, palhaço Romão
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